Devo ter visto uma dezena dos vídeos da lista. E mantenho a opinião de que a Ellen White foi uma “doutora” do Adventismo, tanto pela grande produção de literatura como por ser uma figura muito popular e propagadora do Adventismo.
Não tinha ideia de como a obra dela é ampla. Curioso que ela escreveu até sobre regras de alimentação. Em geral as grandes religiões possuem regras sobre alimentação e conduta sexual. Embora no catolicismo não siga a restrição alimentar de do Levítico, existe restrições para o consumo de carne em datas específicas do ano.
Pelo que entendi, por ela não ser uma pessoa erudita, por não possuir formação teológica formal e por escrever sobre muitos assuntos, é normal que existam pontos controversos sobre suas obras.
Um ponto que eu procurei identificar e que não consegui é se existe no Adventismo alguma autoridade eclesiástica que tenha o poder de aprovar, desaprovar ou esclarecer pontos controversos da sua obra. Acredito que isto resolveria as polêmicas.
Por exemplo, na literatura da Igreja Católica não existe uma lista de livros devocionais aprovados ou desaprovados, porém as obras populares sempre passam pelo crivo de um bispo ou mesmo do Papa que incentivará ou desincentivará a leitura do material.
Por exemplo, o livro “A imitação de Cristo” é um dos livros mais lidos na cristandade. Contudo foi escrito por um monge para a comunidade monástica inserida no período medieval. Se um fiel leigo atual seguir meticulosamente as orientações de vida espiritual contidas ali, ele pode tornar-se “escrupuloso”, que no sentido teológico católico significa um zelo espiritual compulsivo que dificulta a própria adoração de Deus, ou uma preocupação ou exame de consciência irracional que dificulta o progresso da vida espiritual, pois a pessoa pode crer que está constantemente em pecado mortal, exagerando no seu exame de consciência e deixando de crer na misericórdia divina.
Neste caso Igreja recomenda a leitura, dizendo que o livro está alinhado com a doutrina e com a tradição, porém esclarece estes pontos. Então a celeuma sobre a obra deixa de existir, pois a Igreja, de maneira oficial, esclarece o sentido, o contexto da obra e como o fiel deve interpretar a obra segundo a doutrina e tradição da Igreja.